Parte 10 - A imagem
- Maissa! Maissa! Meu deus! - Joe estava ficando desesperado - Mãe! Vem cá, rapido! - Em menos de quinze segundos a mãe de Joe já estava segurando a mão de Maissa e tentando reanima-la.
- Jonathan, meu deus! As orelhas, dela... Meu deus, estão sangrando! - E era a pura verdade. Um caminho ralo de sangue saia das entranhas da linda Maissa. Joe não entendia. Veio a imagem na sua cabeça do vizinho de cima. Segundo o porteiro de seu prédio, o mesmo havia acontecido com ele na noite passada.
- Joe, ligue para uma ambulância, agora!
Joe levantou rapidamente e foi correndo para o telefone.
- Hospital municipal. Boa tarde. - disse uma voz calma do outro lado do maldito telefone
- Meus deus, moça. Corte as saudações. Minha namorada está passando mal! Mande uma ambulância agora, por favor!
Joe começou então a passar o endereço de sua casa e de repente lembrou que se referiu a Maissa como namorada. Mesmo estando a algumas horas com ela, o seu sentimento era grande. Talvez pela lembrança de quando estava no colégio, ou algo assim. Mesmo enfrentando aquela situação horrivel, esboçou um sorriso.
- A ambulância já está se dirigindo ao local, senhor.
Os enfermeiros adentraram a casa de Joe e retiraram calmamente Maissa. Nem parecia que ela estava sofrendo um ataque. Joe fez questão de acompanhar Maissa.
Algumas horas depois, o famoso cantor já havia sido assediado por pelo menos duas enfermeiras e três pacientes, mas sua cara de preocupação era enorme. Estava nítido que ele estava realmente abalado pela possibilidade remota de Maissa ficar em coma. Ou pior. De repente uma cara conhecida passava pelo hospital. Era o mesmo médico da noite anterior, quando ela havia batido a cabeça. E por coincidência, era o mesmo médio que estava cuidando dela naquele momento.
- Doutor - Joe queria e não queria fazer essa pergunta. Tomou coragem e falou lentamente. - Ela vai ficar boa? Digo, vai se curar?
O médico abriu um sorriso e disse:
- Sim. A causa desse ataque não foi dectada. Porêm ela ficará aqui em observação. Três outras pessoas morreram com os mesmo sintomas em menos de 24 horas.- Joe simplismente apagou todas as outras palavras que sucederam ao sim e já se sentiu aliviado.
- Posso vê-la? - O médico fez que sim e acompanhou Jonathan até o quarto dela. Era um quarto grande, com uma vidraça reluzente que dava pra ver perfeitamente Maissa dormindo, calmamente. Com medo, ele preferiu ficar na porta, enquanto o médico já se dirigia a outro quarto. Joe começou então a imaginar o que ele faria se algo acontecesse a ela, e provavelmente por causa dela. Somente a presença dele fez com que Maissa começasse a se revirar na cama. Ele a olhava com muito carinho.
Mas de repente sua visão mudou de foco. Ele começou a observar atrás de sua imagem fraca no espelho uma outra imagem. Dessa vez tenebrosa. Um homem de óculos, sobre-tudo e muito palido. Era ele dinovo. Joe não sabia como, nem porque, mas era ele dinovo. Joe se voltou para trás, e como se era esperado, não havia ninguem ali. Mas ao retornar o olhar à imagem, lá estava ele dinovo.
- O que você quer? Me deixe em paz, ouviu?
A imagem daquele ser abriu um sorriso e desapareceu. As pernas de Joe tremeram e ele começou a pensar se aquilo era alguma maldição, ou apenas todos cigarros de maconha querendo tomar conta de sua mente permanentemente.

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