O ESTRANHO
Uma estória empolgante. Visite diariamente, e leia! Gente, diferente do George Lucas, nossa estória começa da "parte 1". Use o menu ao lado! - BY L&M SUSPENSES LTDA.- COPYRIGHT. 2005 -
Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
Parte 11 - O devaneio
Joe levou as mãos cerradas aos olhos, e os pressionou com a força suficiente para esmagar um limão. Não podia mais sustentar aquele pesadelo, e não havia mais espaço sano dentro de sua mente para imobilizar a situação e analisa-la firmemente. Tudo parecia uma alucinação, porém os fatos denunciavam o contrário. Que desatino maldito! Qual seria a razão da perseguição? POR QUÊ NÃO ESTÁ SENDO POSSÍVEL ARQUITETAR ALGUMA SOLUÇÃO? Talvez existisse uma solução. Todavia, Joe realizava que não seria fácil encontra-la. Ele foi sutilmente procurando um apoio na parede do quarto de hospital, ainda afagando violentamente os olhos, sentindo um leve tremor tomar conta de seu queixo, de modo que não aparava a tempo as lágrimas que jorravam. Foi deslizando calmamente pela parede, encontrando o chão, onde sentou-se. Pousou a mão esquerda nos lábios fraquejantes, e por um momento renunciou sua vida. A canção “The Unforgiven” penetrava em seu cérebro dolorosamente, instalando-se como uma patologia. Tentou gritar por diversas vezes, engasgou-se, tossiu como um cavalo, e retorceu-se no chão como um epilético. Por que isso comigo? Por que? Será que isso tudo se deve a minha falta de fé? O que eu fiz para merecer isso? O quê? Joe indagava desesperadamente, como se estivesse suplicando por oxigênio na Lua.
- EU QUERO UMA RESPOSTA! – gritou, soluçando. – EU EXIJO UMA RESPOSTA!
Joe chorava. Chorava como um menino quando pela primeira vez se deparou com o seu brinquedo favorito estilhaçado. Chorava por ver Maissa do modo como se encontrava, e pelo o receio de que tudo tinha uma forte ligação consigo, e com as aparições que o perseguiam. Com os dedos molhados pelas lágrimas, desenhou no chão “tabuleiro” do quarto uma cruz. Joe gostava de cruzes, principalmente pela carga enérgica que um símbolo tão pueril trazia consigo. A dor. O desprezo. A angústia. Sentimentos esses que, contrabalançavam a alegoria circunscrita de “Fé”. Aos poucos recobrou o fôlego, e levantou-se. Observou Maissa por alguns instantes, e deslumbrou-se com o vazio que sustentava sua mente. Saiu do quarto atordoado, e não conseguiu esconder o desprezo pelas luzes fluorescentes do corredor do hospital. Pôde sentir os apelos fisiológicos de seu corpo. Seria o momento excelente para sorver uma xícara de café.
Na cantina do hospital, o rapaz pôde perceber claramente o entusiasmo da balconista ao avista-lo. Joe pressentiu que não estava com ânimos condizentes, e tinha consciência que a última coisa que poderia fazer naquele instante era mostrar-se indiferente a uma fã. Mesmo que tivesse a imensa vontade de dar a volta e sumir daquele local.
- Eu não acredito! Joe Becker?! O que o traz ao hospital? – perguntou a menina, contorcendo-se atrás do balcão.
- Olá – disfarçou Joe sorrindo. – Estou visitando... – pensou por um segundo e, na tentativa de evitar especulações resolveu afirmar: - ... visitando uma amiga.
- É mesmo? Que maravilha encontra-lo aqui! – exasperou a balconista, revirando os olhos. – Sabia que, pessoalmente, você é muito mais bonito? – disse a garota, empinando o tórax sobre o balcão.
Se tinha coisa que Joe não estava a fim de aturar naquele momento seria um flerte. Admitia que seus sentidos másculos estavam obstruídos, e com pura razão. Tentou ignorar o comentário, sorrindo novamente.
- Por favor, quero um capuccino.
- Só isso mesmo?
- Sim. Por favor.
- E esse capuccino, pode vir acompanhado com o meu telefone?
- HAHAHAHA... – respondeu Joe, automaticamente, como se fosse um robô. As circunstâncias realmente não se mostravam propícias para paqueras, e, considerando sua impaciência, nada iria faze-lo mudar de idéia: aquela garota estava o irritando.
- Tudo bem Joe, aqui está. Essa sua amiguinha, está passando muito mal? – perguntou a garota, com uma pitada de ironia na ponta da língua.
Joe pegou a xícara do balcão arrastando-a até a extremidade oposta, e acenou para a garota com a cabeça, no que se poderia chamar de um “você não sabe o que diz”.
Sentou-se à mesa mais distante possível do balcão de atendimento, e contemplou pensativo o local. Não havia muitas pessoas desfrutando de expressões faciais felizes. Todos pareciam tristes. Amargurados. Todos tinham os ouvidos sangrando, os olhos vermelhos púrpura, lábios arroxeados e escoriações ao longo do corpo. Um médico o qual se localizava próximo de Joe, virou-se para ele em um sobressalto, e agarrou-se ao seu braço, ajoelhando-se, balbuciando palavras das quais Joe não podia identificar. Na extremidade esquerda do balcão onde a moça petulante atendia, Joe pôde identificar O Estranho novamente. Ele estava imóvel, de costas para o tumulto que se seguia, e mesmo sem presenciar suas feições diabólicas, Joe pôde configurar mentalmente o que o bizarro poderia estar pensando. Levantou-se rapidamente, na tentativa de poder agarra-lo e indaga-lo sobre o que estava acontecendo, porém durante o percurso de sua mesa até onde O Estranho estava, Joe permitiu-se se postar paralisado no meio do trajeto. Suas pernas estavam pesando toneladas, e quanto maior o impulso diferido e o esforço que fazia para move-las, maior erra o jorro de sangue que escorria afora de seus lábios. Deteve-se a ficar imóvel, assistindo ao Estranho virar-se e aplaudi-lo burlescamente...
- Joe Becker?! Acorde! Joe Becker?!... Eu não sei o que aconteceu, ele me pediu um café e minutos depois quando avistei-lo novamente, ele estava deitado, assim... desse modo sobre a mesa. Veja, até derramou seu café por tudo!
Joe ouvia difusamente um conjunto se fonemas que aos poucos foram formulando-se em palavras. Era a voz da balconista. Abriu os olhos lentamente, e aturdido, olhou a sua volta, constatando que tudo estava sobre controle. um médico o observava espantado, aguardando por uma possível recuperação. De modo a testar a sanidade do jovem ensopado do que parecia ser café, o médico de plantão proferiu a seguinte questão:
- Olá meu rapaz. Sabe me dizer qual é o seu nome?
Joe desviou o olhar para esquerda, prendendo-o em algum ponto fixo.
- EU QUERO UMA RESPOSTA! – gritou, soluçando. – EU EXIJO UMA RESPOSTA!
Joe chorava. Chorava como um menino quando pela primeira vez se deparou com o seu brinquedo favorito estilhaçado. Chorava por ver Maissa do modo como se encontrava, e pelo o receio de que tudo tinha uma forte ligação consigo, e com as aparições que o perseguiam. Com os dedos molhados pelas lágrimas, desenhou no chão “tabuleiro” do quarto uma cruz. Joe gostava de cruzes, principalmente pela carga enérgica que um símbolo tão pueril trazia consigo. A dor. O desprezo. A angústia. Sentimentos esses que, contrabalançavam a alegoria circunscrita de “Fé”. Aos poucos recobrou o fôlego, e levantou-se. Observou Maissa por alguns instantes, e deslumbrou-se com o vazio que sustentava sua mente. Saiu do quarto atordoado, e não conseguiu esconder o desprezo pelas luzes fluorescentes do corredor do hospital. Pôde sentir os apelos fisiológicos de seu corpo. Seria o momento excelente para sorver uma xícara de café.
Na cantina do hospital, o rapaz pôde perceber claramente o entusiasmo da balconista ao avista-lo. Joe pressentiu que não estava com ânimos condizentes, e tinha consciência que a última coisa que poderia fazer naquele instante era mostrar-se indiferente a uma fã. Mesmo que tivesse a imensa vontade de dar a volta e sumir daquele local.
- Eu não acredito! Joe Becker?! O que o traz ao hospital? – perguntou a menina, contorcendo-se atrás do balcão.
- Olá – disfarçou Joe sorrindo. – Estou visitando... – pensou por um segundo e, na tentativa de evitar especulações resolveu afirmar: - ... visitando uma amiga.
- É mesmo? Que maravilha encontra-lo aqui! – exasperou a balconista, revirando os olhos. – Sabia que, pessoalmente, você é muito mais bonito? – disse a garota, empinando o tórax sobre o balcão.
Se tinha coisa que Joe não estava a fim de aturar naquele momento seria um flerte. Admitia que seus sentidos másculos estavam obstruídos, e com pura razão. Tentou ignorar o comentário, sorrindo novamente.
- Por favor, quero um capuccino.
- Só isso mesmo?
- Sim. Por favor.
- E esse capuccino, pode vir acompanhado com o meu telefone?
- HAHAHAHA... – respondeu Joe, automaticamente, como se fosse um robô. As circunstâncias realmente não se mostravam propícias para paqueras, e, considerando sua impaciência, nada iria faze-lo mudar de idéia: aquela garota estava o irritando.
- Tudo bem Joe, aqui está. Essa sua amiguinha, está passando muito mal? – perguntou a garota, com uma pitada de ironia na ponta da língua.
Joe pegou a xícara do balcão arrastando-a até a extremidade oposta, e acenou para a garota com a cabeça, no que se poderia chamar de um “você não sabe o que diz”.
Sentou-se à mesa mais distante possível do balcão de atendimento, e contemplou pensativo o local. Não havia muitas pessoas desfrutando de expressões faciais felizes. Todos pareciam tristes. Amargurados. Todos tinham os ouvidos sangrando, os olhos vermelhos púrpura, lábios arroxeados e escoriações ao longo do corpo. Um médico o qual se localizava próximo de Joe, virou-se para ele em um sobressalto, e agarrou-se ao seu braço, ajoelhando-se, balbuciando palavras das quais Joe não podia identificar. Na extremidade esquerda do balcão onde a moça petulante atendia, Joe pôde identificar O Estranho novamente. Ele estava imóvel, de costas para o tumulto que se seguia, e mesmo sem presenciar suas feições diabólicas, Joe pôde configurar mentalmente o que o bizarro poderia estar pensando. Levantou-se rapidamente, na tentativa de poder agarra-lo e indaga-lo sobre o que estava acontecendo, porém durante o percurso de sua mesa até onde O Estranho estava, Joe permitiu-se se postar paralisado no meio do trajeto. Suas pernas estavam pesando toneladas, e quanto maior o impulso diferido e o esforço que fazia para move-las, maior erra o jorro de sangue que escorria afora de seus lábios. Deteve-se a ficar imóvel, assistindo ao Estranho virar-se e aplaudi-lo burlescamente...
- Joe Becker?! Acorde! Joe Becker?!... Eu não sei o que aconteceu, ele me pediu um café e minutos depois quando avistei-lo novamente, ele estava deitado, assim... desse modo sobre a mesa. Veja, até derramou seu café por tudo!
Joe ouvia difusamente um conjunto se fonemas que aos poucos foram formulando-se em palavras. Era a voz da balconista. Abriu os olhos lentamente, e aturdido, olhou a sua volta, constatando que tudo estava sobre controle. um médico o observava espantado, aguardando por uma possível recuperação. De modo a testar a sanidade do jovem ensopado do que parecia ser café, o médico de plantão proferiu a seguinte questão:
- Olá meu rapaz. Sabe me dizer qual é o seu nome?
Joe desviou o olhar para esquerda, prendendo-o em algum ponto fixo.


